
O ano vai terminando, a década também.
Comecei a pensar com qual idade eu estava em 1999, onde trabalhava, se estava namorando, essas coisas. Eu ainda tinha 22 anos, trabalhava numa rede de supermercados e deixei esse emprego para ser corretora de planos de saúde; minha avó paterna, com cujo nome fui batizada, retornou à origem; foi ainda nesse ano que deixei de apenas existir e comecei a viver; foi nesse ano que consegui encontrar forças para romper definitivamente uma relação doentia, que me aprisionou por longos e inacreditáveis seis anos. Olhando para trás, parece que foi ontem. Não havia parado para pensar que já se vão dez anos. Nesse período cresci como filha, como ser humano e como mulher. Afinal é essa a função da dor e da desilusão: nos empurrar para frente e abrir nossa visão, que muitas vezes encontra-se cega pela paixão, pela fantasia, pela ilusão e não nos permite ver o que é óbvio. Nesse caso a dor me despertou a procura pelo autoconhecimento. Quando me abri para a Vida, ela me sorriu graciosamente e me apontou o Caminho da espiritualidade. Tive o privilégio de conhecer o Ensinamento da Seicho-No-Ie ainda na primeira metade da década. O véu da ilusão finalmente foi tirado dos meus olhos. Participei de Seminários, Estágio, Conferências e toda a sorte de eventos dentro do Movimento de Iluminação da Humanidade; tive a honra de atuar como Líder, de coordenar um departamento, enfim, de trabalhar pela felicidade do semelhante; fiz amigos, ampliei e tive muitos ganhos pessoais. Passados cinco anos, quero estudar mais, aprimorar meus conhecimentos e me dedicar exclusivamente à Doutrina. O ano de 2009 se encerra com o início de um projeto social, sonho que cultivo há alguns anos. O ano não poderia terminar de melhor maneira para mim.
O ano de 2010 será um ano de finalizações de alguns projetos e inícios de outros. Retorno à faculdade, dedicação aos Estudos Doutrinários, continuidade do projeto social.
Tenho fé que daqui um ano, quando 2010 estiver se encerrando, a instituição estará fundada e o projeto acontecendo a todo vapor.
Que a nova década seja marcada por uma tomada de consciência: ecológica, humana e universal. Que os líderes e governantes possam se dar conta do seu verdadeiro papel enquanto representantes de seus respectivos povos; que a humanidade possa despertar para uma cultura de paz, respeito e coletividade, para que finalmente sejamos dignos de nos considerarmos "humanos".

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