domingo, janeiro 03, 2010

A Coerência é burra


As festas passaram, finalmente. É, finalmente passaram! Ele não gosta do dia do aniversário e nessa última semana fui obrigada a admitir para mim mesma que eu não suporto as festividades Noelescas. E eu que não o entendia, com sua aversão pela data do seu nascimento, agora me vejo aqui, com a mesma aversão, só que pelas festas de Dezembro...
Foi sempre assim. Em priscas eras o repúdio era mais leve e mais brando, eu conseguia até me divertir, me distrair com a euforia dos outros, mas nunca cheguei a me contagiar. Se é pela enorme quantidade de fatos desagradáveis ocorridos nessa época do ano em tempos da infância ou se é pela simples passagem do tempo, da idade chegando, ou se pelas duas razões, sinceramente não sei. Tudo o que sei é que quando Dezembro chega, fico torcendo para que ele termine, para que o tempo voe e Janeiro chegue logo.
Por que será que a hipocrisia nessa época do ano aumenta? Muitas pessoas vestem seus personagens, utilizam de gentileza, respeito e amor ao próximo, e durante o decorrer do ano sequer sabem o siginificado dessas atitudes. Acaso valores têm prazo de validade ou existe um decreto ou uma lei que obriguem a praticarmos essas atitudes em data determinada?
Não vivo em função de ser ou não aceita; não sinto necessidade de seguir paradigmas, de ser mais uma em meio à multidão; não sou obrigada a carregar um saquinho de sorrisos pré-fabricados para usá-los de acordo com a conveniência. A coerência é burra, míope e muito, muito entediante.

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