
Ela sentia medo da solidão, do abandono, do esquecimento. Sentia falta dos filhos que não teve, do amor que não viveu. Sentia medo de não realizar o que sonhava, o que merecia. Amou apenas um homem na vida, a quem dedicou sua alma. Nunca mais foi capaz de sentir algo tão genuíno e profundo. Amou com todas as forças, e até certo ponto acreditava que também era amada, que o amor seria forte o bastante. Mas não deu. Ele era seu meio-tio. Venceu a genética.

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