sexta-feira, março 05, 2010

Anomalia Genética



Ela sentia medo da solidão, do abandono, do esquecimento. Sentia falta dos filhos que não teve, do amor que não viveu. Sentia medo de não realizar o que sonhava, o que merecia. Amou apenas um homem na vida, a quem dedicou sua alma. Nunca mais foi capaz de sentir algo tão genuíno e profundo. Amou com todas as forças, e até certo ponto acreditava que também era amada, que o amor seria forte o bastante. Mas não deu. Ele era seu meio-tio. Venceu a genética.

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