
Renascer das cinzas. Tem sido minha sina. Mencionei aqui, por mais de uma vez, que nunca fui muito afeita ao casamento, não da forma tradicional com boa parte das pessoas o concebe. Acredito em cumplicidade, companheirismo e respeito mútuos, pois se não são erguidos esses alicerces, não se pode dizer que existe relacionamento, e se existir não será sólido. Acredito na construção do Amor, em uma relação que seja construída ao longo da convivência e não em paixão arrebatadora, que perturba, desequilibra e causa dor.
Tudo ia bem, do jeitinho que sempre batalhei para ser, até que veio o maldito trabalho. Desde então fiquei à margem, com a sorte entregue aos caprichos do chefe dele, esperando por sua boa vontade em conceder-lhe uma folga. Minha primeira reação foi de raiva, de indignação. Me acalmei e tentei a conversa, tentei mostrar que desse jeito é impossível manter uma relação. Inútil. Existem pessoas que por mais que se tente abrir-lhes os olhos, mais cegas ficam ou que simplesmente escolhem não ver. Esse é o caso, infelizmente. Durante três meses de convivência dei o melhor de mim, fiz o melhor que pude. Portanto não admito receber menos que o melhor. Mas existem pessoas, assim como as cegas, que simplesmente não sabem doar o melhor que têm. Conformam-se com o corriqueiro e não dão um passo em direção ao progresso. Tratam a si mesmas de maneira insignificante e por isso não sabem como dar nada de especial aos outros. Desejam uma vida extraordinária vivendo de forma ordinária. Resumo da ópera: ele se casou com o trabalho e quer que eu seja a amante. Quando sobrar tempo - se sobrar tempo - nos vemos. O pior é que ele acredita mesmo que agir assim é normal. Paciência tem limites e a minha se esgotou. Cansei. Para o bem ou para o mal, não sou mulher de aceitar migalhas, muito menos de mendigar atenção. Se no modo dele enxergar as coisas eu não mereço o melhor, ema, ema, ema. Que procure outra. Uma que faça pouco uso dos neurônios e que tenha baixíssima auto-estima para aceitar restos.
Sou de carne e osso, quero um homem também de carne e osso, presente em minha vida, participando dela.
Não sou qualquer uma. Portanto não aceito qualquer coisa. Vamos a mais um recomeço.

2 comentários:
Querida uma grande lição que já tive na vida é que não devemos virar a página e sim rasgá-la, queimar, arrancar, faça isso e tudo recomeçará!
P.s.: seguindo seu blog tá, seus textos são ótimos!!! Bjão!
Pobre o homem cujo prazer depende da permissão de outros.
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