sexta-feira, junho 18, 2010

Aquele Abraço


Hoje de manhã, logo ao acordar, liguei o computador e me deparei com a triste notícia de sua partida. Fui surpreendida assim como o mundo de pessoas que lhe admiram, acredito. É interessante como alguém como você, que nunca conheci pessoalmente, com quem nunca tive a honra de trocar uma palavra sequer,adentrou em minha vida, despertou paixão, fascínio, admiração;alcançou ideais comuns, fez do meu coração eterna morada. Nós humanos e a mesma ilusão de sempre: a de que nossos ídolos nunca irão partir. O deleite provocado por suas palavras é tão real, despertam emoções e sentimentos tão intensos, que nos dão a sensação de que ficaria aqui para sempre. A palavra é o seu dom e foi essa sua missão na Terra. Conquistaste servos fieis que verdadeiramente "saboreavam" cada estrofe, cada verso, cada palavra tua. Para completa tristeza de seu séquito as cortinas do belo espetáculo que foi sua vida fecharam-se hoje. Não irás escrever mais, é certo, não teremos mais novos pensamentos lúcidos e inspiradores a mover nossas ações, porém permanecerás vivo através de sua obra. Estou totalmente de acordo com Fernando Meirelles, quando ele disse que "o mundo hoje ficou mais burro"...
Descansa em paz. Segue teu caminho, continua tua jornada, Dom Quixote do século XXI. Escreve nas estrelas a essência de tua palavra. Grava teus ideais na órbita dos planetas.
Hoje a Literatura Universal ficou lamentavelmente órfã. Morreste na Terra, mas renasceste no Olimpo. Tua morada agora é ao lado de Pessoa, Machado, Sheakspeare, Cervantes e de muitos outros deuses.
Muito obrigada, aquele abraço.

Um comentário:

Delduque Avelino disse...

Nossa disse tudo... uma pequena, mas imensa homenagem. Saragamo nos deixa órfãos de seus belos textos, de suas obras tão atuais...