
Passei boa parte da vida fazendo planos para amanhã, para depois, para o futuro. Levei três anos para descobrir que havia escolhido o curso errado na faculdade. Durante esse tempo adiei um sonho que venho cultivando há algum tempo: morar em Salvador. Tinha medo não sei de quê, exatamente, mas quando pensava nisso, a insegurança era bem maior que a vontade. Mas se existe algo que venho aprendendo é que tudo ao nosso redor é inconstante, mutável e temporário. E com essa lição, também estou aprendendo que posso mudar - conceitos, opiniões e atitudes. Tenho me esforçado bastante na busca pelo autoconhecimento e na prática da autoaceitação. Me permito enganar, errar e corrigir meus erros. Justamente por isso minhas escolhas são conscientes: detesto sentir culpa. Por isso aboli essa palavra do meu vocabulário.
O grande barato de toda descoberta, no entanto, é perceber que deixamos de tomar certas atitudes pelo medo de errar, mas esquecemos que também podemos acertar. E assim abrimos mão de viver novas experiências,conhecer pessoas, lugares e possibilidades...
Já faz um tempo que venho seguindo os impulsos que brotam do fundo do coração, e por isso, no fim do ano passado, decidi, depois de muito sofrer, que a melhor maneira de deixar de sofrer seria abandonar o curso que me fazia sofrer. Compreendi que meu curso era fonte de tristeza e frustração. E a partir disso, tomei a decisão.
E depois que tomei a decisão, uma força poderosa emergiu, me impelindo a buscar mudanças em todos os setores da minha vida. Não tenho mais medo de errar, de fracassar. Só tenho medo é de não tentar, de permitir que o medo me paralise. Escolho atravessar pontes, desbravar fronteiras, construir caminhos. Escolho me vencer a cada dia, superar meu ego sedento por acomodação.
Se pretendo dar vida à minha vida, preciso começar provocando mudanças e elas só vêm quando saímos da nossa zona de conforto. E é isso que começa hoje.
Vou começar mudando de cidade, endereço e trabalho.
Hoje selo um pacto com meu eu mais profundo:SER FELIZ OU SER FELIZ!
Por isso também escolhi abandonar a roupa velha, que como no dizer do poeta, já assumiu a forma do meu corpo...

Um comentário:
Promessa pública! :)
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