
À sua espera. De ti não conheço a face, o som da voz, o contorno de teu corpo. Mas em mim despertas a adolescente que um dia fui. Só que agora os sentimentos vêm acompanhados da maturidade, da certeza de minhas escolhas. Foi-se a menina, surgiu a mulher: as emoções tomaram outro vulto. Não há nada melhor que chegar aos trinta sabendo o que se quer e o que se busca na vida. Mas ainda assim, estou à sua espera. Claro que as idealizações se foram, que a crença no amor romântico se perdeu há muito. O bom é ter chegado à essa fase da vida compreendendo que sentimentos e emoções podem e devem ser repaginados: estou aprendendo que é outro o sabor da espera, do desejo, da vontade. Agora a espera é por um amor possível, que caiba na minha realidade, no meu mundo. Ultimamente tenho me questionado bastante se você estaria aqui mesmo, perto de mim, na mesma cidade, ou se já te encontrei na terra dos meus Antepassados. Especialmente hoje, 2 de fevereiro, dia de Minha Mãe Yemanjá, pensar naquela terra desperta meus desejos mais profundos...
O fato é que a cada dia sinto mais e mais vontade de estar lá, de viver não-sei-o-quê com não-sei-quem, de sentir e aprender tudo-ao-mesmo-tempo-agora...
Para ser sincera, nesse exato momento estou tendo comixões de vontade de partir. Quando penso na cidade, na energia que dela emana, nas amizades que conquistei por lá... puxa vida, como me faz bem! Como eu queria ter asas e sentir a liberdade que meu espírito aspira nesse exato instante! Como invejo os pássaros e sua capacidade de voar longas distâncias...
Agora meu peito é pura saudade, puro desejo de sentir você, de viver você, de experimentar as delícias e doçuras que, certamente, sua presença desperta...
Amor, sublime Amor... quando virá? Quando baterá à minha porta?

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