Passei uma boa parte da vida buscando o Amor, buscando um companheiro com quem pudesse compartilhar o que acredito ser uma das mais sublimes experiências da existência humana. Ao longo desse tempo, porém, não tive a ventura de encontrá-lo (ou será que ele passou por mim e eu não percebi?),mas por outro ado, aprendi muito com as pessoas com as quais me relacionei. Como podemos acreditar que a felicidade virá de uma pessoa, de um bem material, de um lugar ou de qualquer outro fator externo? Por que acreditamos que somente depois de conseguirmos um emprego dos sonhos, o carro do ano, o título acadêmico, o par ideal, poderemos ser felizes?
Uma outra parte da vida passei acreditando que não era merecedora de viver um Amor, de ter alguém para compartilhar a vida e sofria bastante por isso. Mas sempre tive o saudável hábito de acreditar que todos os fatos que ocorrem na vida, sejam positivos ou negativos, trazem consigo aprendizados valiosíssimos. Dentre as descobertas que fiz, e que provavelmente é a mais libertadora, a mais reveladora e a que mais está viva em meu coração é sobre a felicidade, esse tão sonhado paraíso...
Aprendi que felicidade é uma atitude absolutamente interna, um estado de espírito. Aprendi com as amargas, porém instrutivas experiências da vida, que sou o único ser humano responsável por minha felicidade e que ninguém tem a obrigação de me fazer feliz ou de corresponder às minhas expectativas, preencher minhas frustrações, só porque eu quero ou só porque eu idealizo. Só eu posso saber o que minha alma reclama, o que meu coração deseja, o que quero da vida. Portanto, a única pessoa capaz de alacançá-la sou eu mesma. É, no mínimo, uma incoerência e um pouco de ingenuidade, deixar nas mãos de uma outra pessoa a responsabilidade pela minha felicidade...
E ainda existe uma outra descoberta, tão valiosa quanto a primeira: o Amor que existe em mim não ficou restringido e condicionado à uma só pessoa, minha alma é livre, serena e não sou atormentada pelo medo da perda, do abandono. O Amor que habita em mim é imparcial, me fez aprender a amar meu semelhante, a compreender suas dores, me trouxe uma perspectiva mais ampla, porque não estou com minha visão centrada no ego, nas dores que uma paixão provoca. Estou completamente integrada à família humana, independente de raça, credo, situação sócio-econômica ou cultural.
Quero viajar, conhecer novas culturas, novas pessoas, novas formas de me fazer feliz.
Que inquietude é esta que me aperta o peito? Minha alma quer fundir-se com o Infinito ou a Alma do Mundo quer invadir meu coração?

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