Não sei exatamente qual minha origem, apenas sinto que não pertenço a este mundo. Nele falta espaço para meus delírios, para minha sede de Vida. Meu corpo não comporta meu espírito, assim como meus sonhos não cabem em minha mente. O Meu coração é pequenino demais para suportar o Amor que vive em mim. A Alma do Mundo me estende os braços, clamando por ajuda, ansiando por meu trabalho. Aos poucos estou rompendo a casca do ego rumo à Consciência Universal. Meus interesses vão se transformando à medida em que o tempo passa; amo cada vez mais o silêncio, a benção da solidão. As multidões me causam incômodo e desequilíbrio. Vou me afastando naturalmente da vida comum para me integrar à Vida interna, à Realidade para além das aparências. Creio que se eu tivesse a oportunidade de retornar à origem nesse momento, voltaria de bom grado, mas o serviço me espera, os irmãos me esperam. Ainda há muito o que fazer, muito o que realizar e por isso ainda fico. Mas a vontade de partir me toma de assalto quando menos espero: deve ser a alma reclamando seu direito à liberdade, seu direito de viver em comunhão com o Todo...
Por isso sinto esse aperto no peito. Não sei se a minha alma quer unir-se ao Infinito ou se a Alma do Mundo quer entrar em meu coração...

Nenhum comentário:
Postar um comentário